As voltas que o mundo dá, agora o GR roga por navios que não façam despesa.

 

B om dia, partilho da alegria de dois ou três navios poderem estar "in-extremis" na baía e participar no espectáculo pirotécnico do fim do ano. É uma tradição que se cumpre e uma componente do espectáculo. O problema é que até fere a reacção de alguns, muito mais para satisfazer o orgulho do que resolver a situação de centenas de pessoas que dependem da atracagem de navios na nossa terra.

Os navios virão com tripulantes e, dependendo do que se confirme, com alguns passageiros mas, apesar do porto vazio, eles ficarão ao largo a usufruir da vista a partir da zona que não se cobra o facto de estarem fundeados. É caricato mas mostra bem como este GR trinca língua para limpar a face daquilo que seria uma vergonha marcante deste mandato. Acusados injustamente, noutras ocasiões e noutros interesses e contextos para o porto, de não fazerem despesa e de terem um tipo de turismo que pouco interessa à Região, só faltou dizerem que era gente de tenda e chinelo, agora até podem ficar ao largo que não importa.

A vinda dos navios em nada muda a situação da Madeira, não é uma nova era, é um aproveitamento a caminho de outros portos e mesmo com a bajulação, um dos maiores clientes, a AIDA, não aceitou vir à simulação.

Mais uma vez o nosso GR finge para salvar a face e entala o povo. Com sempre nas dívidas que faz, a quem adjudica ou quem emprega. Enfim. Governar para o ego, o orgulho e para os seus. Nós a ver navios.

Depois do fogo, os navios zarpam e não deixarão nada mas que fumo, apitos e claro a presença. Nós só pagamos a festa porque é impossível ter este turismo com as regras impostas. Sou a favor da saúde pública mas também sou dos navios, foi a estupidez regional que concretizou isto para que os outros fiquem com o lucro. Agora quem quiser que coma este pão que o diabo amassou.

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Enviado por Denúncia Anónima
Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2020 09:11
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