Votar no Zé Albino?


A campanha para as legislativas 2022 bateu no fundo. Em vez de se discutir soluções para o País discute-se quem tem o melhor animal de estimação. Rui Rio tem um gato chamado “Zé Albino”, André Ventura uma coelha chamada “Acácia” - que comprou por engano pensando que fosse macho - e António Costa, para não ficar atrás, tem logo dois, uma cadela chamada “Naná” e um cão, o “Docas”. Com este Jardim Zoológico político, ganhou o PAN que graças à entrada imprevista de animais na campanha obteve a projeção mediática que tanto ansiava.

Mas se em Portugal os candidatos já confessaram o seu amor pelos animais, aqui na Madeira ainda não conhecemos o animal de estimação de Sérgio Marques, mas pela personalidade advinha-se que seja uma lagartixa, já Patrícia Dantas inclina-se para ser a dona de uma Arara e Sara Madruga de uma tarântula.

Já Paulo Cafôfo, como visionário que é, não fez por menos e confessou-nos que tem um dinossauro e uma carraça como candidatos e que quer livrar-se deles.

Nesta confusão toda, Miguel Albuquerque mostra ser o político mais evoluído de Portugal por, mais uma vez, se ter adiantado a Lisboa e já ter no Governo um animal (para que não se julgue o autor do texto de segundas intenções, estamos a falar da simpática cadela “Sissi”).

De fora da corrida parece estar Élvio Sousa, ao qual não se conhece nenhum animal de estimação, por ter andado a perder tempo a fazer oposição a sério a este Governo Regional, mas acreditamos que um peixinho de aquário ficava-lhe bem por ser o mais discreto dos candidatos. 

Ao eleitor cabe a difícil escolha de escolher o melhor animal que defenda os interesses do povo da Madeira, se bem que os gatos e as carraças não sejam animais de confiança.

Brincadeiras à parte, estas eleições correm o risco de cair no ridículo, se bem que a eleição de animais irracionais para a Assembleia da Republica não seja nenhuma novidade.