APRAM, ambientalmente retrógrada.


Onshore power supply

N uma altura de cagaçal nos jornais do Avelino para abafar a barraca provocada pelo mau tratamento que deram às companhias de cruzeiro durante a pandemia... do tipo... estão a ver, eles estão aí... a resposta é sim, em todos os portos bem vacinados. É um lucro do Pedro Ramos ter apostado todas as fichas da Saúde na Covid e deixar as outras maleitas ao "Deus dará".

No entanto, hoje último dia da COP26, é pertinente continuar este meu périplo pelo GRAI - Governo Regional Ambientalmente Incompetente, depois dos Autocarros (link) e dos Ferries (link). Enquanto as senhoras da Imobiliária da APRAM e o Governo Regional não se esqueceram de dar "continuidade às medidas de atenuação do impacto financeiro de forma equilibrada, visando estimular a economia, apoiar famílias, empregos e salários", que traduzido por miúdos inclui também o senhor Pestana e a senhora Nini, há muito trabalho por fazer! Para a Madeira, essa gente está farta de sentir a mão no pêlo do GR.

Hoje, final da COP26, ninguém foi capaz na Administração da Imobiliária APRAM de falar em soluções de "onshore power supply", para que os navios de cruzeiro no nosso porto desliguem os motores e fiquem ativos com fornecimento de energia elétrica regional. Se fosse gás natural do senhor Sousa já se tinham lembrado. A Diretiva 2014/94/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2014 , relativa à criação de uma infraestrutura para combustíveis alternativos, sobretudo na aposta no abastecimento de gás natural liquefeito e no fornecimento de energia elétrica a navios, no cumprimento das diretivas da União Europeia, só teve atenção no GNL do senhor Sousa. Curioso! Mas deu barraca depois do cagaçal na Pontinha, quem não se lembra...

No continente, nomeadamente no Porto de Lisboa, o Orçamento de Estado de 2021 (aprovado) dotava o Porto de Lisboa, e em especial o terminal de cruzeiros de Lisboa (o que mais navios de cruzeiro recebe no pais mas a Madeira não fica(va) longe), de capacidade para fornecer energia elétrica aos navios em escala, evitando assim o funcionamento dos geradores próprios a consumir combustíveis fósseis e a gerar poluição. O GR nada fez e continua sem qualquer plano a este nível, a não ser a obra de betão do senhor Avelino & Companhia para prolongamento da Pontinha. Ainda temos tempo, mas perante a emergência climática era de bom senso para esta região de turismo e, até ver, verde, dar um exemplo. Em 2014, uma diretiva da UE relativa à criação de uma infraestrutura para combustíveis alternativos, veio acenar com o objetivo de "até 31 de dezembro de 2025" para o fornecimento de energia elétrica nos portos, ressalvando as exceções, dos casos onde não houver procura ou se os custos forem desproporcionados em relação aos benefícios ambientais. Se não vemos movimentações a esse nível, então a frequência de navios de cruzeiro no Porto do Funchal é mais propaganda de consumo interno? E o ferry do senhor Sousa, quantas horas de "bafuradas" dá nos portos? O senhor anão falhou ou foi a administração da imobiliária?

Mas se o Governo Regional através da APRAM tem total culpa, não vemos o Tribunal de Contas na Madeira a executar a mesma tarefa que fez em Lisboa, a 24 de julho do passado ano, onde numa auditoria à Qualidade do Ar em Portugal já afirmava que “a preparação dos portos portugueses para a alimentação de eletricidade, a partir da rede de terra, aos navios atracados era insuficiente”. O Tribunal de Contas parece ter mais compromisso ambiental do que os Governos. Um Governo Regional tão preocupado com o Covid Safe ainda não se preocupou com o world ports sustainability program? Aquele senhor Rui Lopes só serve para barrar os "poluentes madeirenses" da Pontinha?

Assim continuamos com as senhoras da imobiliária desorientadas, a senhora do ambiente a escabritar na serra, o senhor presidente a fazer turismo, o secretário da economia a adicionar um slogan de 3 palavras por 90.000€ e os jornais imbuídos no espírito de União Regional para levar Pedro Calado, "o financiador" à Presidência... à outra! Sem esquecer o senhor anão a salvá-los com propaganda.

Somos mesmo muito maus em ambiente e exímios em betão. Paz à alma.

Diretiva 2014/94/UE do Parlamento Europeu e do Conselho:

Enviado por Denúncia Anónima
Quinta-feira, 4 de Novembro de 2021
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