A trapalhada do Marcelo

M arcelo brincou às "psicológicas", com a ideia de ajudar na aprovação do Orçamento de Estado, e de resposta levou com a esquerda radical a falar a sério, chumbou o orçamento. Vai daí mete mãos à cabeça e vai ao multibanco para disfarçar, não tem online banking? Lembrou-se do Conselho de Estado, que caldeirada! Já tinha convidado a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, para participar no dito Conselho na próxima quarta-feira, a mulher acaba a reunião a não querer mais parques de diversões. A ex FMI e agora banco que compra a dívida portuguesa vai assistir em directo a dissolução da AR? Ela até vai pedir pelo amor de Deus pela esquerda radical vendo os centristas a tirar olhos uns aos outros e o "éses" de Bruxelas como possível líder do PSD e quiçá do país.

Marcelo, sem dúvida, por esse pequeno deslize de atiçar a esquerda radical, incendiou CDS que já tem mais desvinculados do que militantes, deve ser o único partido que trabalha com listas de militantes no negativo, uma verdadeira engenharia, mas calma, olha o que aconteceu com o CDS da Madeira, com sorte ainda saltam de contentes dois ou três negativos centristas na noite eleitoral. Chicão tem experiência em sismos, observem como ele não cai democraticamente. O PSD, depois do cinzento mas duro como pedra, Rui Rio, aparece agora com um cacheiro colorido, do tipo capitão Haddock, com múmias à volta, que dá ordens a todos na democracia, sobretudo ao Marcelo no meio da confusão que arranjou. Querido, a democracia não é "interrompida" nem "passiva", e muito menos um livro do Tintins.

Marcelo pouco dormia mas agora ainda menos, dizem por aí que ainda vai sair um segundo orçamento aprovado pelo PSD, Rio estende a mão a Costa e elimina os problemas do Chicão, do PSD e do PS ... sem esquecer os do Marcelo! Com o Chega a chuchar. Um acordo escrito e de cavalheiros, com garantias e compromissos para que a votação na Assembleia da República seja de confiança, é que estamos a falar de políticos... e Marcelo escaldou-se ao se julgar dono das marionetas.

O acordo, com ideia para durar 2 anos, serve para resolver este fogo de artifício democrático com girândola final em que se tornou a vida partidária em Portugal... com uma Bazuca à porta. Isto assim tem outra piada, não tem? Ninguém queria eleições e estão todos metidos nelas, a esquerda radical que vai apanhar com as culpas, a direita que não está preparada, o PS que queria brilhar com a Bazuca. A haver eleições sem acordo de cavalheiros, os líderes de CDS e PSD em função querem quanto antes, os pretendentes quanto mais tarde melhor. E o país? Espera e perde, como sempre. Mas, o que é verdade de manhã pode ser mentira à tarde e vamos para eleições. Vou à Sé pôr uma velinha, espero não encontrar o CR0 a insultar Nossa Senhora com uma música do Vasco, agora deu-lhe para cantar.

Enviado por Denúncia Anónima
Domingo, 31 de Outubro de 2021
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