Informação: o mundo dos despertos

 

Da censura da ditadura ao jornalismo vendido.

Bom dia a todos, por primeira vez envio um texto ao CM e resulta de ter tempo, porque estou de férias, e para pôr cá fora o que penso. Cada pessoa pode ter uma interpretação diferente da vida que a rodeia, depende da sua "coluna vertebral", do seu "interesse" ou desapego aos assuntos, de como leva a sinceridade e a verdade para estar ou não em estado de graça numa sociedade que não prima pelo mérito.

Muitos pensam que o mundo é dos "espertos", porque seduzem e alcançam o domínio. Eu acho que é o oposto, o mundo é dos "despertos", é porque estes últimos pensam no colectivo e as vitórias dos "espertos" são pessoais e intermédias. As alterações climáticas, tão presentes, ensinam-nos que se nos deixarmos dominar pela mente, por acção dos "espertos", colaboramos para o fim da capacidade de agregar humanidade à sociedade. A ganância matou a natureza e nós, intimamente ligados, vamos sofrer as consequências, por estupidez. Na Madeira, vamos ser surpreendidos, de repente, por muitos "6 mil milhões" em catadupa no fim das contas, sendo aqui esse valor, um paralelismo do "chico-espertismo". Não tenha dúvidas, a Madeira está a morrer e você é fraco.

Dependendo por onde anda nas redes sociais que, ao contrário do que se pensa, também tem marginalizados e guetos, núcleos de verdades e decências perante outros da mais completa estupidez, nota-se um conjunto de pessoas que tentam remar contra a maré e se vêem muitas vezes insultadas por perfis falsos, porque encaram às escondidas os factos que lhes são inconvenientes ao estatuto que conquistaram, sendo chicos-espertos ou vendidos. O anonimato que se vê no CM, mesmo com um ou outro caso se calhar fruto da pluralidade ou então dos levianos atrevidos, ganha cada vez mais lugar no seio dos que puxam pela "carroça", porque explica claramente ou usa o humor para transmitir ideias mais duras. Pela teoria, isto não é linear mas na zona virtual da Madeira nas redes sociais, os perfis falsos conotam-se com o sistema que quer continuar a não debater nada e a insultar para manter os estatutos e as ganâncias através do medo, e o anonimato, que é usado para se defender das agressões e assédios, serve para se poder "falar" e explicar as discordâncias.

No entanto, é preciso saber se aqueles que querem pensar e encarar a verdade se constituíram num "anonimato de gueto" porque a população gosta de ser ignorante para não sofrer e, afinal, colabora pela calada na tal "máfia", sabendo que está errada mas lucra ou sonha lucrar. A determinado momento, parece que a sociedade não quer combater um mau caminho que não leva a lado nenhum, desde que seja remediado ou receba migalhas. Às vezes, olho para os madeirenses e sinto-os como todos os seres humanos que encararam as alterações climáticas, enquanto indivíduos sozinhos, que nada podem fazer, por comodismo, para um problema global. É um erro. Salvar ou condenar está na junção dos indivíduos. Estes últimos dias, para quem não quer andar distraído, parece o apocalipse do planeta, a mais do que certeza daqueles que falaram antes do tempo mas no tempo certo para o salvar, perante ganancias e sofregos com a concordância dos comodistas colaborantes. Eu não consigo deixar de pensar neste paralelismo em relação ao que acontece na Madeira, na Política regional, no jornalismo local, no nosso futuro colectivo.

No último fim de semana foi para a estrada o rali vinho Madeira, que de facto durou uma semana informativa. Por ele, ganhamos a certeza, mais uma vez, de que o jornalismo da Madeira só se aplica naquilo que não fere interesses instalados e que nos estão a levar à ruína. Sem meios operam-se milagres, os mesmos que atribuem para não fazer investigação sobre as riquezas e domínios regionais. A aplicação para alcançar o "cacagésimo" de segundo, o milímetro, o ínfimo pormenor da informação sobre o Rali Vinho Madeira denuncia, por outro lado, a falta de aplicação que existe por medo, por colaboracionismo, por se terem vendido ao regime e aos esquemas. Se todos eles, enquanto jornalistas, tivessem em tempo útil respeitado a deontologia e a sua missão de informar, não estariam agora numa posição desconfortável perante o poder, esse que permitiu haver DDT's, que ganham através do orçamento regional o que querem, para depois comprar todas as áreas vitais da nossa sociedade e impôr, pelo vencimento, a ordem e as regras que dão jeito a meia dúzia de abusadores e esclavagistas de todo um povo. Os jornalistas da Madeira, com a sua aplicação ao rali vinho Madeira, provaram por mérito num evento desportivo as suas falhas informativas permanentes que nunca acusam os que destroem a nossa sociedade por ganância. Caíram no comodismo de mais uma vez pensar como indivíduo, que nada pode fazer num problema global, tal como as alterações climáticas.

O jornalismo na Madeira falhou por se ir vendendo de um a um aos esclavagistas, e porque sonharam obter o mesmo sucesso indevido dos vendidos, que eram um ou outro, mas que somou e foi transferindo aos poucos, individuo a individuo, trocando a verdade, o brio e a notícia por omissão e colaboração proveitosa.

Se ainda há jornalistas sérios, aqueles que apesar de todas as vicissitudes não soçobraram, saberão que isto é verdade e resta-lhes o desconforto de saber que a sua classe falhou, apesar de individuo a individuo, haja gente decente.

No fim, quero desejar sucesso àqueles que dão a cara ou são anónimos mas ainda pensam num futuro colectivo, único caminho para não continuarmos a degradar a Madeira e os madeirenses. O caminho e as razões são as mesmas das alterações climáticas, a verdade vai ganhar, pode é desterrar os humanos, vendidos ou não, perante a verdade que fere.

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Enviado por Denúncia Anónima
Segunda-feira, 09 de Agosto de 2021 01:12
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