Opinião & Jornalismo



Amigos de escrita, afinal o inimigo é o mesmo.

N unca a opinião feriu tanto o jornalismo apesar de ser franco associado, venha ela de gabardina, havaianas, smoking ou fato de banho. A opinião nos jornais deveria extrair conclusões das notícias e acrescentar bons temas, deveria ser local para pôr as pessoas a interpretar e a "ler" mas, foi se tornando largamente alimento para egos, venda de peixinho e montra para tachos. Com a ocupação selvática por gente desinteressante e sem idoneidade, os bons que ficam sentem-se assediados pelo ataque concertado dos lobos da matilha.

 Apesar da situação, a Opinião está mais livre do que nunca, tem mais rins, e está a colmatar o espaço do jornalismo até que haja outro ambiente. Sem a imunidade de deputados e governantes; sem a instrumentalização dos dinheiros públicos que pagam perseguições, usando e abusando dos tribunais; sem o direito de ocultar a fonte, a Opinião encontra lugar nas redes sociais e parece que incomoda pelo facto de ainda ser livre, mesmo existindo com armas desiguais. A resistência faz-se como todas aquelas que a história narra mas, para a neo-política isso é covardia, uma tentativa emocional que abrir brecha. Felizmente que a resposta não é já de bomba na via férrea ou emboscada a altos cargos da hierarquia.

O jornalismo só perdeu estatuto porque, a par a viabilidade financeira que os sucumbiu, muitos dos profissionais venderam-se ao poder e generalizam a imagem. A situação tem custos e pouco importa a impetuosidade da reacção para reverter enquanto não se mude o jogo, situação que já vimos na política milhares de vezes para encobrir a mazela e desviar atenções.

Por cada vez que o poder tenta abocanhar a informação, concluí-se que de facto a resistência é como as ervas daninhas, sem persistente manutenção assumem de novo posição. Traduzido por miúdos, significa que quando os DDTs compram, a história será sempre a correr atrás do prejuízo e não de resolver a incidência publica dos seus actos lesivos na economia, no orçamento regional e na população. Comprarão as redes sociais agora? O que lhes falta é mudar e não querer vergar as pessoas.

Também significa que a idoneidade, em ambiente são, é o valor mais importante para chegar à facturação na informação. Está provado. Um órgão que faça fé, distribui a origem dos seus rendimentos na capilaridade da população e economia, nada poderão governos e DDTs fazer. Há dois problemas, a diversificação das receitas e a falta de hábitos de leitura. Quase que se dava mais chumbada nos incultos do que nos ardilosos. Faz falta mais contraditório de plena consciência.

O caminho é sem dúvida duro e há muitos que não aguentam o stress, em vez de olhar para a deontologia dura e duradoura, escolhem o poder, fácil mas descartável, assim que não interesse. A situação do jornalismo na Madeira são como os acidentes aéreos, nunca há causa única mas, sendo um dos pilares da democracia acabam por fazer exactamente o papel do CDS, por agora serve mas está potencialmente descartável. Situação de que já há episódios. Quando se entra no jogo do poder não há forma de sair e só há uma forma de se manter, bajulando.

Que no fim da contenda, os que comungam dos mesmos valores, se unam contra o verdadeiro inimigo que desune para reinar. Renovar projectos pela mesma base é um erro contínuo.

Que o Correio da Madeira saiba ponderadamente o seu caminho, pode ser um bom cão-guia.

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Enviado por Denúncia Anónima
Terça-feira, 25 de Maio de 2021 13:37
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