Governo quer plantar vinhas nas Ginjas

 

E ra o segundo segredo mais bem guardado deste Governo, só ultrapassado pelo 3º segredo de Nossa Senhora de Fátima que a Igreja nunca revelou, e porque o segredo dos implantes da Secretária do Ambiente já todos sabem.

Muitos de nós ficaram com a pulga atrás da orelha por ser a Secretaria Regional da Agricultura de Humberto Vasconcelos a entidade mais interessada na asfaltagem das Ginjas, mas a explicação está à vista de todos.

Depois de uma investigação profunda e promíscua, os jornalistas idóneos do Correio da Madeira, montados na sua trotineta elétrica, esperaram duas horas nos Estanquinhos pelo degelo da estrada das Ginjas para descer em downhill e sem capacete a 120km/h.

Depois da décima terceira curva, descobriram umas videiras estranhas a despontar por meio das Ocotea foetens, das Apollonias barbujana e das Clethra arbóreas. Como não percebem nada de agricultura pensaram inicialmente que eram caganitas de cabra no meio de carqueja.
  
Entusiasmados pela descoberta telefonaram para a Madame Ritinha, do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza, e comunicaram que tinham descoberto uma nova espécie endémica na Laurissilva. Inicialmente os jornalistas queriam chamar-lhe “Jaquê Vinhas Velhas” mas ditador do Chefe de Redação do CM impôs que se chamasse “Post Officium Madeirensis”. Como os jornalistas do CM são uns visionários do caraças, imaginaram logo aquela encosta cheia de uvas “Post Officium Madeirensis” a produzir 100 mil garrafas de vinho da Região Demarcada das Ginjas a 20€ a garrafa.

Como são empreendedores, telefonaram para o Chefe de Gabinete do Sr. Secretário Regional da Agricultura a perguntar se podiam submeter o projeto vitícola da Zona Demarcada das Ginjas aos dinheirinhos do Plano de Recuperação e Resiliência mas, a resposta foi que era melhor estarem calados para não levarem com uma bazuca pelos cornos abaixo.

Afinal os ranhosos dos Ambientalistas contra a construção da estrada estavam enganados. Na verdade o Estudo de Impacte Ambiental estava certo, no que se refere ao impacto económico das gentes de São Vicente, porque pelo menos um seixaleiro vai enriquecer vendendo vinho como tremoços, à custa de uma estrada paga por todos nós!

Quando muitos já se escondiam e Albuquerque lutava só pela aberração,
eis que aparece um apoio que merece ser compensado.