Bispo e a Cidadania

 

Sinceramente não percebi se o texto Viva o Bispo da Diocese do Funchal é uma ironia. Analisemos o texto, partindo do pressuposto de que não é uma ironia. Primeiro parágrafo:

Não cobicem o outro. É por cobiçarem o outro, que estão revoltados e angustiados com o nosso Bispo adorado.

Nota-se logo de que o denunciante segue os argumentos laranja. Se retirarmos a palavra "Bispo" e colocarmos "Albuquerque" ficamos com "É por cobiçarem o outro, que estão revoltados e angustiados com o nosso" Albuquerque "adorado". O leitor já viu este tipo de argumentos com a inclusão da palavra ressabiado?

Segundo parágrafo:

Não é papel do Bispo e da Igreja denunciar as injustiças e a corrupção, esse é o papel dos Tribunais.

Penso que já todos sabem o que acontecerá se deixarmos os Tribunais decidirem por seu livre arbítrio.

Mais ainda, o Papa Francisco declarou que a "Corrupção é a pior das chagas sociais"... mas o denunciante considera que a Igreja não deve lutar contra a pior chaga social?

No terceiro parágrafo:

O papel do Bispo e da Igreja é outro, estudem. Quanto ao denunciar o empobrecimento acelerado que falam, a Diocese já faz um excelente trabalho no auxílio aos pobres.

Nota-se mais uma vez a utilização de argumentos laranja: pede para estudar mas não mostra onde está estabelecido o papel do Bispo; prefere exercer a Caridade em vez de lutar contra a corrupção que coloca muitos em situação de pobreza. A Caridade gasta muitos recursos e ajuda poucos. Para lutar contra a corrupção basta só afiar a língua, e se levar a avante a pobreza diminuirá muito.

Último parágrafo.

Não é atacando o Bispo que vão conseguir seja o que for, pelo contrário, os fiéis não vos irão perdoar cada palavra de ódio contra ele.

Criticar, propor atitudes alternativas não é atacar. Por fim, o denunciante apropria-se da opinião dos fieis. Essa declaração é uma falácia que consiste em fazer crer que "se muitos têm uma opinião, então essa opinião é verdadeira."

A verdade é que o Bispo e os padres estão mais protegidos do GR que a generalidade dos cidadãos pois não dependem do GR e têm a força da Igreja a apoiá-los.

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Enviado por Denúncia Anónima
Terça-feira, 3 de Novembro de 2020 12:10
Todos os elementos enviados pelo autor. Ilustração CM.