E o povo votou!


O povo votou e contra factos não há argumentos. E assim sendo, o CDS é o grande vencedor da noite. Depois do erro crasso de Rui Barreto ao declarar extemporaneamente o seu amor e fidelidade a Miguel Albuquerque, a velha guarda do CDS conseguiu reverter as intenções de voto, e Rui Barreto deve esta vitória aos antigos dirigentes do CDS que durante anos foram as vítimas da hegemonia do PSD.

O problema do CDS agora, é que Rui Barreto até pode ser bem-parecido, competente, e até ser uma pessoa honesta, mas já provou que não deve muito à inteligência.

A alegria pouco contida dos seus dirigentes no rescaldo das eleições fez-me lembrar Paulo Portas quando viu que Pedro Passos Coelho precisava dele para governar. Com aquele ar petulante, Paulo Portas  parecia um miúdo com um brinquedo novo.

Em troca do apoio, Pedro Passos Coelho chamou-lhe de vice-primeiro ministro e deu-lhe o ministério dos negócios estrangeiros para ele brincar e passear pelo mundo.

A vantagem de Paulo Portas é que a máquina governativa do Pedro Passos Coelho foi herdada do falido José Sócrates, e portanto era fácil de limpar e de construir uma nova, à medida da estratégia dos dois líderes.

Na Madeira a coisa é muito mais complicada para o CDS. O CDS vai encontrar uma máquina hostil pejada de chefias e dirigentes laranjas que vão fazer o possível para não lhes facilitar a vida nos próximos quatros anos, ou seja, no fundo quem vai continuar a mandar no governo é a gente da máquina laranja.

Decididamente o CDS vai ser comido e triturado pela máquina da Função Pública laranja e corre o risco de não sobreviver nas próximas eleições que serão daqui a quatro anos, isto, se tudo correr  bem.

Parabéns CDS!

"A vitória e o fracasso são dois impossíveis, e é necessário recebê-los com idêntica serenidade e com uma saudável dose de desdém."

Rudyard Kipling
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