Estamos a morrer na luxuria


Enviado por Denúncia Anónima 
Sexta-feira, 9 de Agosto de 2019 11:23
Texto, título e PDF enviados pelo autor. Ilustração CM.

Estimados senhores do CM, peço a publicação do PDF e do meu texto, muito obrigado.

Parece que os políticos estabeleceram um padrão de euforia, para dar contentamento e alheamento ao povo, em vez de políticas que elevem a sua situação sócio-económico-cultural. É que isto está tudo ligado e se deres um grande legado do mundo a um analfabeto, pode até ser secular mas, para ele, não passa de uma treta que não têm pachorra para aturar.

Eu sou a favor da cultura e música é cultura mas, não sou a favor daquela que se assiste de copo de cerveja na mão junto às barracas e com conversas desligadas, muito menos aquela que ao nosso lado está alguém ao telefone ou de putos que não têm regras em casa e que tornam o momento de prazer de alguns num inferno que apetece ir embora.

A soma de James Arthur + Som é um exagero para a terra que temos, de carência e pobreza a crescer. O problema é que a Educação Pública é para matar, vão dar mais 18 milhões à escola privada. A Saúde Pública é ineficaz, carente e antro de compadrios, a privada já está aí em força e os governantes também trabalham para elas. O Funchal está carente de redimensionamento da sua estrutura de ETAR's que só fazem tratamento primário nos nossos dias. As estradas são de remendos mas nós vamos à inspeção mafiada ver se o automóvel está bem para andar nelas. Eu podia estar aqui o dia a enumerar mas todos nós já conhecemos a lenga-lenga. Só quero dizer que é excessiva a folia, as festas que se atropelam e matam para os rendimentos que muitos têm na algibeira. Bem estar passa muito pela independência que o rendimento nos traz e por esse ninguém faz nada, só contentamentos momentâneos para levar a euforia do voto.

Entre artista e som foram mais de meio milhão de euros. Se pensarmos que, por menos de metade disto, fizeram confusão com o Governo Regional, chegamos à conclusão que são todos iguais e usam as mesmas estratégias. É assim, neste cortejo fúnebre de alegria, que vamos morrendo na luxuria, temos música à borla mas não temos dinheiro na algibeira. Não nascemos, emigramos, mingamos. Depois do concerto fica um novo vazio para preencher com mais um evento? Ninguém pode acordar?

Por virem à Madeira, os artistas cobram mais porque inviabiliza dias de concertos noutros sítios, só faltava o aeroporto fechar com algum vento ...

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