A teoria da conspiração do Cafôfo

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Vamos pensar juntos,

houve um momento onde Alberto João Jardim era Presidente do Governo Regional e Miguel Albuquerque era pretendente à liderança do PSD-M e do Governo Regional. este último ajudou com os seus mandaretes a que Paulo Cafôfo ganhasse as suas primeiras Eleições Autárquicas. Isso aconteceu e não deve ter sido a única autarquia, com Jardim decadente, autoritário e exagerado foi um filete desestabilizar a política nos outros concelhos. O PSD-M teve um mau resultado. Jardim perdeu com Albuquerque numa cantiga bem urdida que convenceu no seu partido e nas regionais.


Houve um outro tempo, onde Albuquerque líder do PSD e Presidente do Governo começou a dar mostras sobre o seu exagero. Afastando os antigos numa acção a que chamou de Renovação. Albuquerque esqueceu-se que ganhou com os votos de muitos quadrantes e que o poder é efémero. Ao concretizar a "limpeza étnica" nos antigos, mandou para o lixo uma máquina, a sabedoria, a governação e a escola. Vaidoso como é, julgou-se o maior no ambiente que gosta: dos queques.

Da governação não falo, resume-se a um desastre fundado na inexperiência e na arrogância. Foi e está a ser uma era de ditadores menores deslumbrados com o poder. O relógio dá a volta e o calendário dobra as folhas. Albuquerque, ainda em pior estado do que Jardim há uns anos atrás, vai para Eleições Autárquicas e recebe a devolução dos seus feitos com Jardim muito simpático e politicamente correcto a aparecer ao lado de Cafôfo. Estava a indicar ao voto às ratas velhas do seu partido.

Jardim serve um prato de vingança fria a Albuquerque que perde copiosamente as Eleições Autárquicas, com resultado pior do que Jardim. Apesar de Rubina até aparecer em festejos a cortar bolos com Jardim e do seu filho participar na lista da Rubina, esta perdeu por 10% de diferença. Cafôfo calado voltou a lucrar.


Ora Cafôfo calado, que coisa tão familiar, é exactamente o que se passa agora quando o seu mandato na câmara é fraco e observa os seus dois colaboradores nas vitórias autárquicas, Albuquerque e Jardim, a se falarem para salvar o PSD. O político que usaram ameaça com a popularidade.

E Cafôfo? Tem força própria ou ganha quando o PSD anda em guerras? E agora que Albuquerque e Jardim baixaram a orelha, para o Governo Regional não ser do PS, qual seria o resultado de Cafôfo? Brincar com as Autárquicas é uma coisa, com o Governo Regional nunca o PSD se vai permitir perder para o PS porque todos os impérios e esquemas dependem desse poder.

Estará Cafôfo calado e silencioso neste problema de falta de divisão do PSD-M ou porque nas duas Autárquicas falou com ambos e recebeu apoios mas, tudo isso deve ir para o túmulo porque não serve a nenhum dos 3. Com isso Cafôfo não era tão campeão quanto se pensa, ainda por cima quando podia ter deitado a mão a vários PSD para criar uma onda abrangente com a sua independência. Seria um líder sem ideologia a cativar vários quadrantes políticos. Será por isso que orbita o PS mas não é do PS? Porque anda Cafôfo calado quando quer ser Presidente do Governo Regional e quase todas as áreas da governação estão um desastre. Não quer? Não pode? Ou não sabe? Se calhar não lhe interessa também que lhe apontem o mau mandato. Estamos mal servidos.

E agora nós eleitores que fazemos? Brincamos também à conspiração e metemos todos na ordem? Damos ao PSD, ao Cafôfo ou disseminamos isto sem maiorias? Agora podemos brincar nós. Primeiro pense em votar depois decida em quem. Nunca se esqueça que paralelamente temos os lobos a oferecer dinheiro a todos para as campanhas. Querem que, venha a quem venha, ter sempre um lugar de influência e de acesso ao Orçamento Regional.
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